Autoridades e especialistas discutem viabilidade da criação do Geoparque dos Pireneus, abrangendo os municípios de Cocalzinho, Corumbá e Pirenópolis

Autoridades e especialistas discutem viabilidade da criação do Geoparque dos Pireneus, abrangendo os municípios de Cocalzinho, Corumbá e Pirenópolis

Nos dias 23 e 24 de julho de 2019 o secretário da SEMMA José Solon, acompanhado do engenheiro ambiental Luzinei Venâncio, participaram de um seminário em Pirenópolis, sobre Patrimônio Geológico, Geoparques, Geoturismo e Geoconservação. Os objetivos do encontro que reuniu cerca de 50 pessoas foi a divulgação da proposta de implantação do Geoparque dos Pireneus, abrangendo os municípios de Cocalzinho, Corumbá e Pirenópolis, motivar instituições governamentais e não-governamentais para aderirem ao projeto, além de criar o comitê gestor provisório do Geoparque com 21 membros e com a participação dos seguintes órgãos e associações: CPRM-GO, Goiás Turismo, ICT e IESA/UFG, DCE-CET/UnB, DCE-UEG, SETUR-Pirenópolis, SEMMA-Cocalzinho, SETUR-Cocalzinho,  COEPI, REIA-GO, Ass. Córrego Barriguda, Ass. Ciclistas de Cocalzinho, Ass. Caminho de Cora Coralina, Ass. Romeiros dos Pireneus, RPPN Vargem Grande, Morro Alto Turismo e Escolas Estaduais de Pirenópolis. A primeira reunião deste Comitê deverá ocorrer no final de agosto em Cocalzinho.

 De acordo com o geólogo, Gilmar Rizzotto, Superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM-GO) a área prevista para o Geoparque possui um riquíssimo patrimônio geológico de interesse mundial e com o andamento dos trabalhos é possível que ela receba a chancela da UNESCO, sendo reconhecido internacionalmente como patrimônio geológico mundial de interesse social.

Dando sequência na proposta, uma comitiva de 20 pessoas participou no dia posterior ao seminário, de uma expedição pelo monumento natural “Cidade das Pedras”, que é uma unidade de conservação municipal de Pirenópolis, criada em 2005 pelo Decreto nº 1.389, considerada um dos geosítios mais ricos e importantes da região. O geólogo Jamilo Filho, coordenador da proposta do Geoparque Pireneus (CPRM, 2010) explicou que sítios com feições uniformes de tal grandeza e diversidade são raríssimos no mundo e necessitam de proteção, pesquisa, gestão eficiente e uso racional, no entanto, os especialistas concordam que antes de abrir a área para visitação é necessário iniciar pela proteção, pesquisa e implantação de um sistema de trilhas interpretativas que possa evitar os impactos que já estão iniciando por falta de estruturas, regras e limites.

O seminário e a expedição foram eventos colaborativos, com investimento pessoal de todos os participantes, além do apoio da Prefeitura de Pirenópolis com a sessão do espaço, do CPRM-GO e da Secretaria de Meio Ambiente de Cocalzinho de Goiás que enviaram técnicos e veículos, da Pousada Ikabana com a hospedagem dos palestrantes, Pirenópolis Convention & Visitors Bureau, do Empório Cacimba e da COEPi.